CODEPENDENTE NUNCA MAIS!!!!

 Qual a Definição de Codependência?

A codependência é um transtorno emocional definido e conceituado por volta das décadas de 70 e 80, que normalmente diz respeito aos familiares de dependentes químicos, mas que atualmente também se estende aos casos de alcoolismo, de jogo patológico e outros problemas sérios da personalidade.

Quem são eles?

Os codependentes são esses familiares, normalmente o cônjuge ou companheira (o), que vivem em função da pessoa problemática, fazendo desta tutela obsessiva a razão de seu viver (sentindo-se úteis e com objetivos apenas quando estão diante do dependente e de seus problemas). São pessoas que possuem baixa auto-estima, intenso sentimento de culpa, e não conseguem se desvencilhar da pessoa dependente.

O que parece ficar claro é que o codependente vive tentando ajudar a outra pessoa, esquecendo-se, na maior parte do tempo, de cuidar de sua própria vida, auto-anulando a si próprio em função do outro e dos comportamentos desequilibrados desse outro. Essa atitude patológica costuma acometer mães (e pais), esposas (e maridos) e namoradas (os) de alcoólatras, dependentes químicos, jogadores compulsivos, alguns sociopatas, sexuais compulsivos, etc.

 O codependente permanece atado à pessoa-problema. Uma expressão que representa bem a maneira como o codependente adere à pessoa problemática é “atadura emocional”. Dizemos que existe uma atadura emocional quando uma pessoa se encontra atrelada emocionalmente a coisas negativas ou patológicas de alguém que o rodeia – seja um esposo, filho, parente, companheiro de trabalho, etc. Devido a essas amarras emocionais, o codependente literalmente se torna dependente da pessoa problemática.

Como se manifesta a codependência?

A codependência se manifesta de duas maneiras. Primeiramente, como uma invasão em todas as áreas da vida da pessoa-problema – incluindo horário de tomar banho, alimentação, vestuário, enfim, tudo o que diz respeito à vida do outro. Em segundo lugar, tomando para si as responsabilidades alheias. Evidentemente, ambas as atitudes provocam um comportamento ainda mais irresponsável por parte da pessoa problemática.

Percebe-se na codependência um conjunto de padrões de conduta e pensamentos (patológicos) que, além  de serem compulsivos, produzem sofrimento. O codependente almeja ser, realmente, o salvador, protetor ou “consertador” da outra pessoa, mesmo que para isso ele esteja comprovadamente prejudicando e agravando o problema do outro. Como se nota, o problema do codependente é muito mais dele próprio do que da pessoa problemática e, normalmente, a nobre função do codependente depende da capacidade de ajudar ou salvar a outra pessoa, que sempre é transformada em vítima e não responsável pelos próprios problemas.

 Quais os sintomas?
A codependência é uma condição específica que se caracteriza por preocupação e dependência excessivas (emocional, social e às vezes física), de uma pessoa em relação à outra, reconhecidamente problemática. Depender tanto assim de outra pessoa se converte em uma condição patológica que caracteriza o codependente, comprometendo suas relações com as demais pessoas. Em pouco tempo, o codependente começa a achar que ninguém apóia a pessoa problema (ou tampouco a ele), que ambos são incompreendidos, não recebem o apoio merecido, etc.

O codependente tem seu próprio estilo de vida e seu modo de se relacionar consigo próprio, com os demais e com a pessoa problemática. Devido a sua baixa auto-estima, ele sempre se preocupa mais com os outros do que consigo mesmo (pelo menos aparentemente).

A pessoa codependente não sabe se divertir normalmente, porque leva a vida demasiadamente a sério, parecendo haver orgulho em carregar tamanha cruz, em suportar ofensas, humilhações e frustrações. Como ele precisa desesperadamente da aprovação dos demais (já que no fundo sabe que está exagerando em seus cuidados com a pessoa problemática), procura ter complacência e compreensão com todos – por uma simples questão de reciprocidade (quer que os outros também entendam o que está fazendo).

A codependência se caracteriza por uma série de sintomas e atitudes mais ou menos teatrais, e cheias de mecanismos de defesa, tais como:

  1. - Dificuldade para estabelecer e manter relações íntimas sadias e normais, sem que “grude” muito ou dependa muito do outro;
    2. – Congelamento emocional. Mesmo diante dos absurdos cometidos pela pessoa problemática, o codependente mantém-se com a serenidade própria dos mártires;
    3. – Perfeccionismo. Da boca para fora, ou seja, ele professa um perfeccionismo que na realidade ele queria que a pessoa problemática tivesse;
    4. – Necessidade obsessiva de controlar a conduta de outros. Palpites, recomendações, preocupações, gentilezas quase exageradas fazem com que o codependente seja sempre muito solícito com quase todos (assim ele justificaria que sua solicitude não é apenas com a pessoa problemática).
    5. – Condutas pseudo-compulsivas. Se o codependente paga as dívidas da pessoa problemática, ele “nunca sabe bem porque fez isso”, diz que não consegue se controlar.
    6. – Sentir-se responsável pelas condutas de outros. Na realidade, ele realmente se sente responsável pela conduta da pessoa problemática, mas para que isso não motive críticas, ele aparenta ser responsável também pela conduta dos outros.
    7. – Profundos sentimentos de incapacidade. Nunca tudo aquilo que fez, ou está fazendo pela pessoa problemática, parece ser satisfatório.
    8. – Constante sentimento de vergonha, como se a conduta extremamente inadequada da pessoa problemática fosse, de fato, sua.
    9. – Baixa auto-estima.
    10. – Dependência da aprovação externa, até por uma questão da própria auto-estima.
    11. - Dores crônicas de cabeça e de coluna - que aparecem como somatização da ansiedade.
    12. – Gastrite e diarréia crônicas – como envolvimento psicossomático da angústia e conflito.
    13. – Depressão. Resultado final

 Parece um nobre empenho ajudar a outras pessoas que se estão se autodestruindo, como no caso dos alcoólatras, dependentes químicos, jogadores compulsivos ou aqueles com alguma compulsão sexual. Entretanto, se quem ajuda se esquece de si mesmo, se entrega à vida da outra pessoa problemática, estamos então diante da Codependência.

Lembrando: todo amor que não produz paz, mas sim angústia ou culpa, está contaminado de codependência.  É um amor patológico, obsessivo e bastante destrutivo. Ao não produzir paz interior nem crescimento espiritual, a codependência cria amargura, angústia e culpa;  e, obviamente, não leva à felicidade.

 Procure ajuda profissional! Você merece uma vida gratificante e feliz.

Deus te abençoe!

 Dra. Claudia Martins

Apoio Multi Holding

Dr. Claudia Martins’ photo produced by www.passportpictures.org

3 Comment(s)

  1. Obrigada por publicar este artigo, Dra Claudia.
    Eu não fazia idéia que iria me esclarecer tantas attitudes tomadas. √ocê é uma benção… Por favor, continue postando e ajudando pessoas como eu…. um beijo grande!

    Anônimo | jul 26, 2011 | Reply

  2. Artigo de grande valia para todos nós!!!
    Parabéns pela maravilhosa explicação esclarecedora deste tema !

    Martha Felipe | jul 27, 2011 | Reply

  3. Excelente, tomei a liberdade de divulgar no FB, ok?

    shamea | ago 4, 2011 | Reply

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